Saiu o resultado do no iF Design Award 2026 – e o Brasil teve 112 projetos premiados, o maior número já alcançado pelo país na história da premiação. O dado, por si só, impressiona. Mas o que ele revela é ainda mais interessante.
O iF é um dos prêmios mais tradicionais do mundo. São milhares de inscrições, júri internacional, critérios rigorosos. Não se trata de um selo protocolar, mas de uma validação competitiva em escala global. Os 112 reconhecimentos brasileiros indicam algo que vem se consolidando nos últimos anos: nosso design deixou de depender apenas de talentos isolados e passou a operar com maior estrutura, método e estratégia. A presença expressiva em diferentes categorias – aqui, me concentrei nos produtos ligados à esfera doméstica – mostra um campo mais amplo e mais maduro.
Também merece destaque o trabalho do Centro Brasil Design, que orienta e apoia designers e indústrias no processo de inscrição. Em premiações como essa, a qualidade do projeto é fundamental, logicamente – mas a forma como ele é apresentado, contextualizado e argumentado também pesa. Existe inteligência estratégica nesse bastidor.
Prêmios não são um fim em si, mas funcionam como um bom termômetro. E o que esse recorde sinaliza é um design brasileiro cada vez mais consistente, competitivo e consciente de seu lugar no cenário internacional. Sem ufanismo ou euforia, mas com a segurança de quem sabe que é possível ocupar esse espaço com repertório, técnica e identidade.
O design brasileiro segue avançando, sustentado por um trabalho sério e cada vez mais reconhecido. E a gente segue acompanhando – com atenção crítica e, sim, orgulho.










































Fotos: divulgação
