Designers e marceneiros: Estúdio Cruzeta apresenta o banco Cala

Tudo começou meio que por acaso: ainda na faculdade de arquitetura, Tiago Escher fez um suporte de madeira para seu notebook e os colegas começaram a fazer encomendas. Assim, em 2016, surgia o Estúdio Cruzeta. No início de 2020, o também arquiteto Tomás Kavakama se muda de São Paulo para Florianópolis e se associa a Tiago.

Uma parceria que tem se mostrado muito bem-sucedida — gostei bastante do trabalho da dupla que vi na última Feira na Rosenbaum (que, aliás, termina hoje!). Já na entrada, meu olhar parou no banco Cala: o assento bipartido, com inclinações diferentes em cada tábua, dá mais conforto ao sentar e também traz um ar inusitado à peça.

A textura da madeira de sucupira e o trabalho da marcenaria tradicional — executada apenas com encaixes, sem pregos ou parafusos —, além do cuidado aos detalhes, também chamaram atenção. Fiquei curiosa e quis saber mais.

Sobre o banco Cala, Tiago me contou que surgiu de desenhos que ele já tinha, mas que essa versão já foi bastante aperfeiçoada a partir do original. “O desenho acaba sempre se refinando com o tempo, seja por questões técnicas, estruturais, de ergonomia, de técnicas que a gente vai aprendendo. E o Cala está bem ligado a isso, ele mudou bastante desde a primeira versão e agora está num momento em que a gente está gostando muito.”

E o nome? Uma homenagem, revelou Tiago: “Enquanto eu fazia faculdade na UFSC, o centro acadêmico da arquitetura (que se chamava CALA), foi demolido. Eu usei madeira dessa demolição para fazer os primeiros protótipos do banco, e as primeiras peças que fiz eu deixei lá para o espaço que a gente montou — os alunos tinham muito carinho por aquele local.”

Confesso que gostei ainda mais do banco Cala depois de saber dessa história.  😉

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