Com sobras de couro, Renata McCartney cria belos acessórios para a casa

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Reinventar. O verbo tem sido muito conjugado em tempos de pandemia, que nos levam a rever nossos modus operandi e repensar hábitos muitas vezes arraigados.⁣⁣

Pois a reinvenção é velha conhecida da designer Renata McCartney. Formada em publicidade, a paranaense trabalhou com cinema (fazendo cenários) por uma década. Depois mudou-se para Londres, onde morou 8 anos e estudou design de interiores na London Academy of Arts. Em 2011, retorna para Curitiba para trabalhar como designer de interiores. Começa a customizar acessórios seus projetos – cabideiro, almofadas, organizadores, mobiliário – e acaba caindo no universo do design de acessórios. ⁣⁣

Se redescobriu como designer de bolsas, com grande sucesso: sua marca surgiu em 2018 e desde o início já chamou atenção no mercado, graças à proposta estética, mas também a um fator pouco comum: a multifuncionalidade (suas peças, muitas vezes dupla face, podem ser usadas de várias formas, o que lhes torna não apenas mais versáteis, mas prolonga sua vida útil).⁣ E este, sabemos, é um princípio essencial da sustentabilidade. ⁣

E foi essa mesma sustentabilidade que levou Renata a pensar nos resíduos da produção de suas bolsas. Para lhes dar um destino adequado, há cerca de um ano e meio idealizou a linha Home, uma série de acessórios para casa que utiliza as sobras de couro – material belo e valioso. “Tenho um propósito totalmente sustentável de criar outros produtos para usar todos os meus resíduos”, conta a designer. Foi assim que surgiram as fruteiras Espinha e os vasos Atados, que mostro neste post. ⁣⁣

Quando vi as fruteiras Espinha pela primeira vez, na hora pensei na poltrona FDC01, criada por Flávio de Carvalho nos anos 1930. E qual não foi minha surpresa quando, ao conversar com Renata, ela me contou que essa poltrona foi, de fato, a inspiração para a peça? Já os vasos Atados usam tiras de couro entrelaçadas, que, no olhar da designer, são como “os caminhos da vida e das pessoas, que se cruzam, se entrelaçam ou se interpõem. Estamos todos deixando marcas, sinais, que não se apagam”. Um convite à reflexão!⁣⁣

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