5 x gênio: Vico Magistretti

A partir de hoje, vou postar aqui minhas peças favoritas criadas por ícones do design internacional, nomes que ajudaram a fazer a história do design. Porque tão importante quanto olhar para o futuro é saber valorizar o passado, para dali tirar lições preciosas.
Não custa avisar: essa singela seção não surge com o objetivo de fazer nenhuma retrospectiva sobre a vida e obra de cada um desses mestres, e sim de dividir com vocês as minhas impressões sobre as peças deles que considero mais incríveis.
Comecemos, então, com Vico Magistretti (1920-2006). O que me encanta nos trabalhos dele, de forma geral, é a simplicidade do desenho – “simplicidade” no sentido de naturalidade, pois seus projetos combinam soluções engenhosas a formas sem afetação. Eis minhas favoritas dentre as suas obras:

Abajur Atollo (1977), produzido até hoje pela Oluce.
É uma das peças mais famosas de Vico (e também do design italiano), e sua forma simples e geométrica lhe empresta ares de escultura. A conexão entre a base e a cúpula é feita por uma haste finíssima de alumínio, dando a impressão de um equilíbrio delicado entre as duas partes, que pode ser rompido a qualquer momento. Além disso, a peça tem um efeito luminoso interessante: quando acesa, a luz parece “escorrer” pela parte inclinada da base.

 

Estante Nuvola Rossa (1977), produzida até hoje pela Cassina
Partindo de um objeto anônimo e singelo – a escada dobrável –, Magistretti criou uma estante elegantíssima, de grande harmonia formal, altamente funcional (dobrável, tem fácil armazenamento e transporte) e também econômica, já que utiliza pouca matéria-prima e sua construção é bastante simples. Aqui menos realmente é mais.

 

Sofá Maralunga (1973), produzido pela Cassina até hoje
Inovador para sua época não apenas pela forma, resultado do uso de novos materiais (estrutura de aço revestida com espuma de poliuretano expandido) como também pelo caráter interativo: o apoio de cabeça pode assumir duas posições, conforme o desejo do usuário: baixa (dobrado) ou alta (esticado). Curiosidade: o sistema que permite esse ajuste foi inspirado na correia de bicicleta (a correia, inclusive, aparece em croquis iniciais do sofá).

 

Luminária de mesa Eclisse (1965), produzida pela Artemide desde 1967
Um princípio bastante simples – de novo a simplicidade – norteia a criação desta luminária: duas peças côncavas se sobrepõem e giram sobre o mesmo eixo. Esse sistema permite o ajuste total da luz, de uma finíssima lâmina até a exposição total da lâmpada.

 

Cadeira Selene (1969), produzida pela Artemide até 1972 e reeditada pela Heller desde 2002
Pernas com perfil em forma de “S” diminuíam o uso de matéria-prima (poliéster reforçado com fibra de vidro) e tornavam a cadeira mais leve, já que as pernas eram vazadas. E, para melhorar, ainda é empilhável.

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