Reinventar é preciso: as novas peças e tramas de Sérgio Matos

Tempo de leitura: 3 minutos

Um novo momento para Sérgio Matos: no ano em que completará cinco décadas de vida, o designer faz uma volta as origens e, ao mesmo tempo, investiga novas formas de expressão.

Conhecido por um trabalho profundamente enraizado na artesania e nas tramas de fibras naturais, o designer apresenta agora uma nova coleção para a Artefacto Beach & Country que amplia seu repertório sem perder a essência.

Se antes suas criações circulavam de forma mais independente, agora passam a ser centralizadas pela marca — mas o que mais chama atenção aqui não é a mudança comercial. É a atitude criativa de Sergio.

Nas novas peças, ele explora novas possibilidades de trama, tensiona materiais, revisita referências da natureza brasileira e, ao mesmo tempo, propõe novas leituras formais. Nesse processo, vejo continuidade, mas também uma certa ruptura. 

Inspiradas menos na aparência e mais na estrutura de elementos como asas, conchas, cactos e insetos, as peças transitam entre a precisão técnica e o gesto manual, entre a força e a delicadeza.

É o caso da poltrona Eiru, inspirada na abelha Uruçu, da poltrona Iandara, que remete à delicadeza de uma flor, da poltrona Aruá, baseada nas linhas cônicas de um caracol de água doce, do balanço Mutuca, cuja inspiração vem dos olhos compostos da mutuca e do balanço Itacuru, que tem como referência a arquitetura natural dos cupinzeiros construídos no solo.

Um novo momento criativo de Sérgio que marca não uma mudança de rota, mas um aprofundamento. Importante esse movimento de um designer estabelecido que decide olhar para a própria trajetória e, em vez de permanecer na zona de conforto, opta por reinventar e expandir seu trabalho.

Fotos: Marco Antonio (abre), divulgação (still) e DDB

Posts Relacionados

Comece a digitar sua pesquisa acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione ESC para cancelar.