Plataforma digital mapeia o artesanato brasileiro

Fruteiras trançadas com palha de ouricuri pela Associação de Artesãos de Santa Brígida (BA)

O artesanato de raiz é um patrimônio cultural do Brasil. Como tal, deve ser valorizado e estimulado, para que estes saberes não se percam com o passar do tempo. Esta é a missão da ArteSol, organização sem fins lucrativos que há quase duas décadas atua para salvaguardar o fazer artesanal de tradição. Como? Promovendo a autonomia dos artesãos e o desenvolvimento socioeconômico dos grupos produtivos.
Agora, um importante passo foi dado para a divulgação do trabalho de artesãos Brasil afora: surge a Rede Artesol, uma plataforma digital que mapeia a produção de 126 grupos por todo o país, entre associações, mestres e artesãos individuais. Foi um trabalho intenso que envolveu a participação de 7 consultores, viajando por 24 estados, em contextos totalmente diversos, de aldeias indígenas a vilas de pescadores, passando por quilombos, assentamentos da reforma agrária e comunidades ribeirinhas, entre outros. É possível filtrar os resultados por perfil (artesãos, associações, lojas, etc), técnica (bordado, cerâmica, costura, crochê, etc) ou região.

O novo portal da Rede Artesol

O foco, segundo a coordenadora geral da Rede Artesol, Josiane Masson, é “valorizar e projetar nacionalmente o trabalho artesanal, mostrando o talento e a criatividade dos artesãos, a diversidade de técnicas e matérias-primas presente nessa atividade, além de motivar novas gerações a manter vivo esse patrimônio imaterial. A ferramenta existe para o registro da memória desses conhecimentos e para facilitar a pesquisa e as conexões dos artesãos entre si, com os lojistas, consumidores e outros interessados no tema”.

O projeto incluiu a realização de oficinas fotográficas nas quais os artesãos eram estimulados a produzir imagens mais atraentes de suas criações, para serem usadas na Rede Artesol e nas redes sociais dos grupos. Para visitar já – e se maravilhar com a criatividade de raiz brasileira!

Ciranda de cerâmica do Projeto MAOS, desenvolvida no Vale do Jequitinhonha (MG)
Objeto de capim dourado feito no povoado Mumbua, no Jalapão (TO)
Bordado Boa Noite, realizado na Ilha do Ferro (AL)
Esculturas de miriti, feitas em Abaetetuba (PA)
Trançado de tucumã feito pelo Grupo Turiarte na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, em Santarém (PA)
Colheres de madeira caixeta entalhada, feitas pelo Grupo Criqué Caiçara, do Vale do Ribeira (SP)
Fruteiras de fibra de piaçava, fio de algodão e palha da costa, feitas pelo Grupo Joias do Quilombo, de Ituberá (BA)
Artesão exibe seu trabalho feito com trançado de arumã em Novo Airão (AM)
Cesto trançado com capim colonião pelo mestre Juão de Fibra (DF)
Bordado Boa Noite, realizado na Ilha do Ferro (AL)
Trançado de cipó feito pela Associação das Mulheres Quilombolas da Serra das Viúvas, em Água Branca (AL)
Bolsa de palha com crochê executada em Fortaleza (Ceará)
Bonecas de cerâmica do Vale do Jequitinhonha (MG)
Porta-joias de palha de ourucuri com pássaro de madeira de umburana, realizado em Santa Brígida (BA)

 

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