Para embalar as memórias

“A saudade do brincar, do descobrir. E de certa forma ‘voar’. Diversão afeto e arte em madeira e cordas”. Assim os cariocas Guilherme Sass e Rodrigo Calixto, da Oficina Ethos, falam de suas motivações ao criarem o Bilanx, um balanço que pode garantir a diversão dos pequenos, mas na verdade foi criado pensando nos mais crescidos. “A gente propôs um balanço para o adulto resgatar a infância”, me contou Guilherme, há pouco tempo.
Além da estética elaborada – esse exemplar é feito de uma madeira rara, chamada braúna, naturalmente negra, em lindo contraste com o encordoamento preto e amarelo –, o Bilanx de Sass e Calixto chama atenção pelo conceito lindo do doer. Ao mesmo tempo em que usam o balanço para evocar a memória afetiva da infância, os designers alertam para a importância do “agora”, com a simples inscrição de uma frase na parte inferior do assento: “tempus fugit”, expressão em latim que poderia ser traduzida livremente como “o tempo voa”. Como eles explicam, esse gesto:
       É a reflexão sobre um tempo implacável e acelerado.
E a escolha do desacelerar e nos permitir deleitar-nos.
Com pequenas coisas, como o mundo se movendo e o vento batendo no rosto.
Às vezes, como um simples balançar.

E aí eu pergunto: não dá vontade de ter um desses em casa? Melhor ainda se for no living! 🙂

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